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Radioamadores comemoram o fim do Código Morse (CW) para provas

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radioamador e código morse cw

Os radioamadores do Brasil estão comemorando a decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que deixou de exigir a prova de conhecimento de telegrafia (CW) para licenças e promoção de classes.

Fim do CW para radioamadores

Reconhecidos mundialmente como um grupo de pessoas autorizadas a explorar as ondas eletromagnéticas através das ondas de rádio, transmitindo e recebendo sinais em várias modalidades, incluindo os sinais digitais, os radioamadores mantêm a tradição de fazer contatos à longa distância nas mais diferentes condições.

Prática do hobby

O radioamadorismo é uma atividade de lazer e serviço técnico onde pessoas autorizadas usam ondas de rádio para conversar, sem fins lucrativos. Regulamentada pela Anatel, a atividade começou no Brasil nos anos 1920 com o Padre Landell de Moura e é essencial para apoiar a comunicação em situações de emergência.

Classes

Os praticantes da atividade de lazer são divididos em três classes: Classe C (Inicial), Classe B (Intermediário) e Classe A (Avançado). Com a resolução da Anatel em não exigir prova de conhecimento da telegrafia para promoção de classe, os radioamadores estão tendo dificuldade para conseguir agendar uma data de prova para a classe pretendida, cuja agenda é disponibilizada pela Anatel por meio do Mosaico.

O fim da obrigatoriedade do CW (telegrafia/código Morse) nas provas de rádio amador foi estabelecido pela Resolução Anatel nº 777/2025. A medida modernizou o serviço e desobrigou os operadores de passar pelo teste de velocidade em código Morse para subir de classe (como para a Classe A ou B). O regulamento foi complementado pelas diretrizes do Ato nº 3.448/2026.

Sistemas da Anatel

Pelo Portal GOV, onde podem acessar os sistemas  Mosaico e o SEI, as agendas de provas são liberadas diariamente e logo são preenchidas. A maioria dos radioamadores do Brasil tinha licenças de Classe C, que são para iniciantes, e não podiam transmitir nas melhores bandas do rádio, limitando a comunicação em faixas destinadas para eles.

Equipamentos e potência

Com a resolução do fim do CW nas provas de conhecimento, eles estão migrando para a classe intermediária, ou seja, a Classe B, que também permite usar transceptores de até 1.000 watts de potência. Na classe inicial, a potência máxima era de 200 Watts.

Não é tão fácil ingressar no hobby e manter uma estação de radioamador em atividade. As provas de conhecimento técnico exigem um tempo extra de estudo e dedicação, que inclui o conhecimento de Ética Operacional, Eletrônica e Eletricidade.

Agenda e provas

As provas são realizadas em data previamente agendada pela Anatel e podem ser aplicadas de forma presencial ou online. Na prova online, o avaliador observa, por meio da câmera da pessoa que será avaliada, se não há objetos em sua mesa ou na sala que possam servir de ajuda, a chamada “colinha”, e somente o avaliado no exame pode estar frente ao computador na hora da prova.

Os radioamadores podem usar os rádios específicos para fazer contato com outros colegas do passatempo no Brasil e nos países onde o serviço é regulamentado. Com poucos watts de potência, eles conseguem conversar em vários continentes, o que vai depender do dia e da hora, já que as ondas eletromagnéticas nem sempre estão favoráveis para um contato à longa distância, condição conhecida pela classe como prática de DX.

Competições

Eles também participam de competições internacionais, sempre buscando contatos difíceis, porém, não impossíveis. Por meio de sites com banco de dados, eles registram os contatos confirmados, sendo um deles o site QRZ, onde os radioamadores podem criar uma conta e registrar seus indicativos de chamada, um código único para cada praticante, e internacionalmente reconhecido.

Izaías Sousa
Radioamador

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