Segurança
Polícia investiga desvio de R$ 38 milhões da saúde em Goiás
Uma investigação promovida pela Controladoria-Geral da República (CGU) busca identificar e prender suspeitos pelo desvio de R$ 38,5 milhões da saúde, dinheiro repassado para o tratamento da Covid-19.
Desvio de dinheiro da saúde
Organizações sociais (OSs) são alvos da operação realizada nesta quarta-feira (15). Os crimes ocorreram entre 2020 e 2021. As OSs investigadas são a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir) e o Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH).
A Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir) fazia a gestão do Hospital de Campanha de Goiânia (HCamp), e o IBGH administrava o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP).
Operação da PF
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra 46 pessoas investigadas por participação no esquema de desvio de dinheiro público destinado à saúde.
Os mandados foram cumpridos em Goiás, São Paulo, Tocantins, Maranhão e no Distrito Federal.
Empresas investigadas
As empresas investigadas são a Mediall e a Lifecare, que mantêm contrato com o Estado de Goiás, incluindo as OSs IGH e AGIR, que administram a gestão hospitalar do Hugol, Heapa, Hemu e Hecad.
Para desencadear a investigação, a Polícia Federal usou dados de uma planilha que estava com Paulo Eduardo Leite Dias, que era superintendente financeiro do IBGH, planilha que continha dados sobre valores desviados e a divisão dos lucros no esquema criminoso.
A produção não conseguiu contato com a defesa das empresas citadas, estando o espaço aberto para manifestação das partes.

