Segurança
Odontólogo e enfermeira de Ceres são denunciados por homicídio
O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Ceres, ofereceu denúncia contra um casal de namorados formado por um odontólogo de 23 anos e uma técnica de enfermagem, também de 23 anos, pelos crimes de homicídio qualificado e aborto provocado.
Morte por aborto
Segundo denúncia do MP, os suspeitos usaram medicamentos em um procedimento para a realização de um aborto, que causou morte da Gabriela Patrícia, de 20 anos, que era ex-namorada do odontólogo.
O procedimento ilegal foi realizado com o consentimento da vítima, em um quarto de motel na cidade de Ceres. Na denúncia do MP, consta que os profissionais da saúde, mesmo tendo o conhecimento sobre o medicamento usado e seus riscos, fez uso do mesmo no procedimento, o que causou a morte da vítima.
Denúncia do MP
Para o Ministério Público, o odontólogo e a enfermeira tinham conhecimento do risco da substância usada no procedimento, com uso indevido por via venosa.
Por meio da ação dos profissionais da saúde, o MP alega que a vítima teve parada cardiorrespiratória e hemorragia. Mesmo sendo atendida em uma unidade de pronto atendimento, em Ceres, ela não resistiu e morreu ao dar entrada no hospital.
Crimes
O MPGO aponta que o crime de homicídio foi praticado com uso de substância análoga a veneno, uma vez que o produto de uso oral, quando diluído e aplicado de forma intravenosa, é capaz de provocar a morte. Os acusados foram denunciados pelos crimes previstos no artigo 126 (aborto provocado) e artigo 121, parágrafo 2º, inciso III (homicídio qualificado), ambos do Código Penal, em concurso material.

